CORPOS ESTRANHOS

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A escritora americana Cynthia Ozick nunca se desvencilhou da forte e fértil influência do mestre Henry James (1843-1916) em sua formação literária, e neste sexto romance ela se inspirou explicitamente em Os embaixadores, belíssimo livro de seu autor preferido. No romance de 1903, James nos fala de uma Europa sedutora, certamente imaginária e idealizada, que seduz o jovem Chadwick, cujo destino a família americana luta para resgatar. Cynthia reconta essa história, substituindo o rebelde Chadwick por Julian, também um jovem fugitivo que a tia Beatrice Nightingale tenta resgatar da embriaguez da Paris dos anos 1950 e devolver aos braços pragmáticos da família nos Estados Unidos.
A rebeldia não mudou, mas o mundo certamente sim. A Europa em que Beatrice deseja resgatar Julian é muito mais complexa, indecifrável, paradoxal do que aquela visitada por Louis Strether em busca de Chadwick. Não é preciso ter lido o romance de Henry James para compreender que, no mundo contemporâneo, a realidade é ainda muito mais turva do que nos pareceu nos piores momentos do século XX.
Cynthia escreve um delicado romance para falar daquilo que todos conhecemos, e que define a virada de século que acabamos de atravessar: a morte das ilusões. O mundo continua a ser belo, mas a brutalidade, antes separada, agora se mistura a essa beleza, o que transforma a experiência humana em algo muito mais difícil.

A escritora americana Cynthia Ozick nunca se desvencilhou da forte e fértil influência do mestre Henry James (1843-1916) em sua formação literária, e neste sexto romance ela se inspirou explicitamente em Os embaixadores, belíssimo livro de seu autor preferido. No romance de 1903, James nos fala de uma Europa sedutora, certamente imaginária e idealizada, que seduz o jovem Chadwick, cujo destino a família americana luta para resgatar. Cynthia reconta essa história, substituindo o rebelde Chadwick por Julian, também um jovem fugitivo que a tia Beatrice Nightingale tenta resgatar da embriaguez da Paris dos anos 1950 e devolver aos braços pragmáticos da família nos Estados Unidos.
A rebeldia não mudou, mas o mundo certamente sim. A Europa em que Beatrice deseja resgatar Julian é muito mais complexa, indecifrável, paradoxal do que aquela visitada por Louis Strether em busca de Chadwick. Não é preciso ter lido o romance de Henry James para compreender que, no mundo contemporâneo, a realidade é ainda muito mais turva do que nos pareceu nos piores momentos do século XX.
Cynthia escreve um delicado romance para falar daquilo que todos conhecemos, e que define a virada de século que acabamos de atravessar: a morte das ilusões. O mundo continua a ser belo, mas a brutalidade, antes separada, agora se mistura a essa beleza, o que transforma a experiência humana em algo muito mais difícil.