O AMANTE DETALHISTA

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Nos anos seguintes à Primeira Guerra Mundial, a pacata cidade de Poitiers transforma-se inadvertidamente em laboratório para os experimentos eróticos de Anatole Vasanpeine, empregado da casa de banhos local. Com zelo de historiador e malícia de ficcionista, Alberto Manguel reconstrói o perfil de um personagem que os hábitos regulares e solitários tornam quase invisível a seus concidadãos. Sob a orientação de um antiquário japonês, Vasanpeine descobre na câmera fotográfica o instrumento apto a rematar o amor que volta às partes do corpo; dedos e unhas, comissuras e cabeleiras, ocos e protuberâncias convertem-se em seres autônomos, livres da tirania de seus respectivos donos. Mas que não se tome Vasanpeine por voyeur ou fetichista - ele é antes um 'filósofo natural', cúmplice das formas que anseiam 'atingir uma existência arquetípica', e sequioso, ele mesmo, de livrar o desejo erótico da incompletude e da melancolia que vêm no encalço de todo ato amoroso. E tudo parece correr bem, até que uma singular criatura, fragmentária e indivisível, venha frustrar seu empenho e devolvê-lo ao tormento amoroso.

Nos anos seguintes à Primeira Guerra Mundial, a pacata cidade de Poitiers transforma-se inadvertidamente em laboratório para os experimentos eróticos de Anatole Vasanpeine, empregado da casa de banhos local. Com zelo de historiador e malícia de ficcionista, Alberto Manguel reconstrói o perfil de um personagem que os hábitos regulares e solitários tornam quase invisível a seus concidadãos. Sob a orientação de um antiquário japonês, Vasanpeine descobre na câmera fotográfica o instrumento apto a rematar o amor que volta às partes do corpo; dedos e unhas, comissuras e cabeleiras, ocos e protuberâncias convertem-se em seres autônomos, livres da tirania de seus respectivos donos. Mas que não se tome Vasanpeine por voyeur ou fetichista - ele é antes um 'filósofo natural', cúmplice das formas que anseiam 'atingir uma existência arquetípica', e sequioso, ele mesmo, de livrar o desejo erótico da incompletude e da melancolia que vêm no encalço de todo ato amoroso. E tudo parece correr bem, até que uma singular criatura, fragmentária e indivisível, venha frustrar seu empenho e devolvê-lo ao tormento amoroso.